
Todo mundo nasce e todo mundo morre
E no caminho a gente sente medo
Só que medo do medo, nunca mais
Pra que parar no meio se pra lá tem mais?
Você já sabe como veio.
Não ressinta o receio, é hora de se mostrar
A paz do equilibrista é o movimento, o que faz o vento é nunca estar em paz
Vida é nada mais do que momento, quando é mansa, cansa e não te satisfaz
A gente sente quando anda em brasa e quem aguenta ver o tempo só passar
Nunca aprende realmente, só se atrasa
Não há mal que sempre fique e nem bem que não retome o posto
Ou mal gosto que perdure estampado no meu rosto
Prefiro o rosto limpo de lágrimas
Àquele falso sorriso que me esconde de perder
Cabe o infinito no meu peito
E se não for desse jeito, ainda sei que vai ser.